A loucura me sublima

15
Jul 10

Ontem eu olhava a silenciosa tristeza das pessoas da cidade.

Nos ônibus, nos carros, nas filas, nos restaurantes... na rua.

A tristeza do dia, do brilho do sol, do cantar dos pássaros.

A tristeza das belas mulheres, do sorriso das crianças... a tristeza de tudo.

A tristeza absoluta!

Puxei o espelho do bolso, lá estava eu; também imbuído de silenciosa tristeza.

Como todos!

Com uma diferença:

Eu enxergava a tristeza de todos; a minha.

Ninguém enxergava a própria tristeza; nem a minha.

Me senti doente, não entendi a minha doença.

Me disseram que eu sou um pequeno-burguês.

Um pequeno-burguês!

Que diabo é isso?

Não sei, mas o mundo é assim mesmo:

Chato, cinzento... triste.

O meu espelho diz isso.

O rosto das pessoas também.

De resto, a tristeza é a minha adorada mãe.

E eu a amo!

Com tristeza!

Publicado por Antonio Medeiro às 10:17

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