A loucura me sublima

20
Out 11

Um dia me perguntaram:
Por que você sempre volta para a prisão todas as manhãs da sua vida?
Ao longe, olhei o entardecer e emudeci.
A cabeça viajou por todas as galáxias do universo à procura de uma resposta.
Não achei.
Nunca tinha percebido essa minha estranha condição de existir.
Existir aparentemente livre todas as manhãs da minha vida.
Nunca percebi os grilhões invisíveis nos pés.
Nem a mordaça em minha boca.
Os ferros no meu coração.
A angústia em minha alma.
Sempre vivi dentro da normalidade mais cordial com todas as manhãs.
Agora, algo me intriga.
Devo investigar o que aconteceu com a minha vida.
Devo imaginar que a descoberta não vai ser bonita de se ver.
E a verdade deve doer como a perda de um membro.
E tem uma coisa que me preocupa:
Quando a verdade aflorar o que vou fazer todas as manhãs da minha vida?
Ser livre?
Acho que não vou me acostumar.
Liberdade não e uma doença?

Publicado por Antonio Medeiro às 18:30

Outubro 2011
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