A loucura me sublima

13
Mai 10

Antes de tudo ruir, eu caminhava trôpego pela estrada de espinhos.
Os pés sangrando, a vista turva, perspectiva nenhuma.
À frente apenas a imensidão dos quase perdidos.
As encruzilhadas sem indicação de norte.
A poeira fina que me cobria o rosto.
Era eu o sonâmbulo da noite desesperada.
O vulto arredio das sombras da madrugada.
O futuro fantasma das minhas ruínas.
Era eu apenas um esboço... um risco de vida.
Um acidente existencial adormecido.
Apenas um homem, uma queda... um grito.

Publicado por Antonio Medeiro às 10:03

Maio 2010
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