A loucura me sublima

04
Fev 15

Do alto das asas do pássaro da existência, fotografo o mundo com os meus olhos melancólicos.
Tudo é tão chato, tão feio, tão decadente, tão solitário.
Só o rio que corre carregando os escombros da minha ruína mantém a sua graça infinita.
Mesmo carregando o peso do meu fracasso, o rio corre vigoroso e lépido.
Estou tão triste!
A melancolia não me deixa esquecer que estou vivo.
A melancolia não me deixa esquecer que esta que eu vivo é a minha vida, só minha.
Nada a fazer.
A não ser fotografar com meus olhos melancólicos e tristes o mundo em que vivo.
O triste e melancólico mundo em que vivo.

Antonio Medeiro

Publicado por Antonio Medeiro às 13:41

27
Jul 12

Com os nervos à flor da pele, encaro a noite.
Quanto tempo preciso para implodir?
Um segundo, um dia...
Uma eternidade?
Insone, meu corpo vibra.
Terminações nervosas em curto, a energia pulsa.
O coração salta pela boca.
O pulmão esvazia e não enche.
A alma mostra a aura eletrificada.
O calor do corpo aumenta...
Aumenta...
Estou em chamas.
A implosão ilumina a cidade.
Caio pra dentro...
Os escombros do corpo se espalham pelo quarto.
Os neurônios dormem.

TõeRoberto

Publicado por Antonio Medeiro às 23:55

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