A loucura me sublima

20
Mai 10

A alma do poeta nem sempre é pluma.
Às vezes é bruta, pedra pura, dura... crua.
E ela chama, exclama, declama as dores da vida.
E sangra sem dó a pele dos sensíveis, a alma dos desenganados.
Mas o poeta mente.
Não é o mundo que sofre, é ele.
Todos os poemas da sua alma dura são para ele mesmo.
As penas são todas dele.
O poeta é egoísta.
Ele não atira suas cruezas líricas para a vida, ele dorme sobre elas.
Ele as come no café da manhã.
E as vomita como feridas vivas sobre a folha branca na escrivaninha.
E sofre!
Como um bom filho da puta que é.

Publicado por Antonio Medeiro às 10:16

Maio 2010
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
12
14
15

16
17
18
19
21
22

23
24
25
26
28
29

30
31


Pesquisar
 
Comentários recentes
Gostei muito do texto! Parabéns!
...''Novamente vou partir à procura da felicidade....
"Tu és pó e ao pó "reverteres" Em verdade é só iss...
Meu amigo, se deixar-mos a vida nos levar, poderem...
Gostei do novo visual do blog... E tenho gostado s...
Posts mais comentados
2 comentários
2 comentários
1 cometário
blogs SAPO