A loucura me sublima

15
Set 11

Era claro e cristalino o meu olhar naquela tarde.
Brilhos, luzes, lusco-fusco, a terra com suas metáforas surreais.
A vida não se opõe aos encantamentos naturais.
Até contribui para que eles aconteçam continuamente eternidade afora.
Eu não sou homem que gosta de pouca beleza.
A minha beleza deve extrapolar os limites dos meus olhos claros e cristalinos.
Devo enxergar, com magia, os feixes de luz do exato momento crepuscular.
Senão não há beleza, é apenas paisagem vista por qualquer olho opaco e cego.
É o que eu acho do obscurantismo da beleza da modernidade.
Tudo é efêmero e repetitivo tranvestido com tolas criatividades.
A tarde não se disfarça, não cria nada.
E não repete nunca a mesma vestimenta há séculos.
É única e inimitável.
E claro e cristalino era o meu olhar naquela tarde.
A minha alma novamente em êxtase.

Publicado por Antonio Medeiro às 19:30

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